Frequentemente me perguntam se alguns dos artistas citados aqui no blog são da música clássica ou rock ou pop e respondo: tudo isso junto! Ninguém entende nada e sempre digo: "eles fazem classical crossover, um estilo que mistura tudo isso e, ao mesmo tempo, não é nenhum deles". Em busca de uma definição melhor, encontrei este texto em inglês com uma excelente definição sobre o estilo e traduzo abaixo (com algumas notas do tradutor identificadas por NT) para facilitar a compreensão de todos que se perguntam: "O que é classical crossover?".
O Classical Crossover [NT.: também conhecido como pop operático ou pópera] é um termo usado para descrever artistas que adotam fortes influências clássicas em sua música, mas que têm um som acessível e popular ou uma imagem vendável para chegar a um público mais vasto.
Por ser um termo e um movimento recentes [NT.: começou a ganhar força na segunda metade da década de 1990 e na década de 2000. Antes disso o estilo era bem fraco e praticamente inexpressivo], ele sofre com a falta de definição e muitas pessoas discordam quanto ao que faz e o que não faz um artista Classical Crossover. É importante entender que a palavra "crossover" termo não deve ser tomado no sentido literal. Há uma nítida diferença entre os artistas Crossover e os Classical Crossover. Crossover é quando um artista faz um certo tipo de música que normalmente é impopular, mas atinge um público de massa e alcança popularidade.
O melhor exemplo disso é quando Luciano Pavarotti cantou Nessun Dorma, em 1990, na Copa do Mundo da FIFA. A ópera sempre foi considerada um tipo de música para a elite e Pavarotti, na época um cantor de ópera renomado e bastante ativo, tornou-se um enorme sucesso comercial. Assim, ele atravessou 'no reino popular', apesar de não executar uma música popular.
O Classical Crossover, de fato, criou raízes neste evento envolvendo Pavarotti no sentido de que ele fez as pessoas perceberem que a música clássica pode vender, mas o Classical Crossover enquanto estilo musical não veio de Pavarotti. Artistas Classical Crossover deliberadamente combinam elementos da música pop com o clássico.
As convenções musicais do Classical Crossover são:
Tal como acontece com todos os gêneros, as convenções se sobrepõem em diferentes áreas mas este é o guia básico sobre o que esperar de um artista do estilo Classical Crossover. Todos os gêneros têm convenções assim como contêm artistas que ultrapassam fronteiras e regras. Por isso, apesar dessa diretriz, não pense que todos os artistas Classical Crossover são apenas produtos que seguem religiosamente à lista acima. Mesmo que eles sigam as orientações, são boas orientações para fazer música agradável.
Fico por aqui e a gente se vê no próximo post ou no twitter: @JonatasMobile. Tchau!
O Classical Crossover [NT.: também conhecido como pop operático ou pópera] é um termo usado para descrever artistas que adotam fortes influências clássicas em sua música, mas que têm um som acessível e popular ou uma imagem vendável para chegar a um público mais vasto.
Por ser um termo e um movimento recentes [NT.: começou a ganhar força na segunda metade da década de 1990 e na década de 2000. Antes disso o estilo era bem fraco e praticamente inexpressivo], ele sofre com a falta de definição e muitas pessoas discordam quanto ao que faz e o que não faz um artista Classical Crossover. É importante entender que a palavra "crossover" termo não deve ser tomado no sentido literal. Há uma nítida diferença entre os artistas Crossover e os Classical Crossover. Crossover é quando um artista faz um certo tipo de música que normalmente é impopular, mas atinge um público de massa e alcança popularidade.
O melhor exemplo disso é quando Luciano Pavarotti cantou Nessun Dorma, em 1990, na Copa do Mundo da FIFA. A ópera sempre foi considerada um tipo de música para a elite e Pavarotti, na época um cantor de ópera renomado e bastante ativo, tornou-se um enorme sucesso comercial. Assim, ele atravessou 'no reino popular', apesar de não executar uma música popular.
O Classical Crossover, de fato, criou raízes neste evento envolvendo Pavarotti no sentido de que ele fez as pessoas perceberem que a música clássica pode vender, mas o Classical Crossover enquanto estilo musical não veio de Pavarotti. Artistas Classical Crossover deliberadamente combinam elementos da música pop com o clássico.
As convenções musicais do Classical Crossover são:
- Conversão de peças clássicas em canções pop. Exemplos: "Inverno" de Vivaldi (em As Quatro Estações) foi adaptado para River of Dreams no álbum Pure de Hayley Westenra.
- Convertendo canções pop em peças clássicas. Isso geralmente é feito fazendo versão de vocais pop originais em vocais operísticos e também alterando letras em inglês para outro idioma (tipicamente italiano) e / ou dando um arranjo clássico. Por exemplo, Il Mio Cuore Va de Sarah Brightman, originalmente gravado por Celine Dion como My Heart Will Go On. [NT: Outro destaque neste tópico é a versão clássica de Sarah Brightman para Tu Quieres Volver do grupo de música cigana Gipsy Kings]
- Apresentando drum machines em peças clássicas. Esta convenção é mais típico de instrumentistas como Vanessa-Mae, Bond e Myleene Klass.
- Repertório frequentemente consiste em: músicas tradicionais (por exemplo Danny Boy, Scarborough Fair), canções consideradas "padrão" (por exemplo Over the Rainbow, Bridge Over Troubled Water), hinos (por exemplo Abide With Me), showtunes clássicos (como Somewhere e Music of the Night), trilhas sonoras de filmes (Now We Are Free, Nella Fantasia) e peças clássicas leves (Pie Jesu de Andrew Lloyd Webber, todas as versões de Ave Maria, Panis Angelicus)
- Muitos cantores de Classical Crossover tentam alcançar algumas árias e sempre apostam em peças conhecidas como Nessun Dorma, Un Bel Di Vedremo, Lascia ch'io Pianga, O Mio Babbino Caro, La Wally, O Sole Mio, The Flower Duet, The Pearl Fishers Duet e assim por diante.
- O Classical Crossover desenvolveu seu próprio repertório padrão, isto é, um artista clássico crossover originou uma canção, e depois outros regravaram de forma extensiva. O exemplo mais famoso disso é Time To Say Goodbye de Andrea Bocelli e Sarah Brightman, mas há outros como You Raise Me Up (Secret Garden / Josh Groban ), Nella Fantasia (Sarah Brightman), The Prayer (Andrea Bocelli) e Where the Lost Ones Go (Sissel) [NT: Where The Lost Ones Go virou I Will Be With You nas mãos de Sarah Brightman e foi tema do filme Pokémon 10 - The Rise of Darkrai (em um dueto com Chris Tompson) além de faixa do álbum Symphony (em dueto com o baterista da banda Kiss, Paul Stanley).
- As faixas de um álbum consistem principalmente de covers de alguma forma ou de outra. É raro um álbum de Classical Crossover ser predominantemente original, embora a maioria não contenha pelo menos uma ou duas músicas originais. Por outro lado, álbuns mais estéticos tendem a ter mais canções originais. [NT.: Os álbuns mais recentes de Josh Groban contêm mais canções originais, o oposto do registrado nos dois primeiros títulos lançados pelo artista].
- O principal mercado são mães e pessoas com idade superior a cinquenta anos. No geral o estilo atrai mais mulheres do que homens.
- O artista é atraente e é sexualizado com o intuito de apelar para as gerações mais jovens (por exemplo Katherine Jenkins, Vanessa-Mae, Bond).
- O artista tem boa reputação para atrair as gerações mais velhas (por exemplo Hayley Westenra, All Angels, Aled Jones).
- O artista é tido como hype e usa termos marcantes para serem comercialidos. Por exemplo Russell Watson foi comercializado como 'A Voz', Charlotte Church como 'A voz de um anjo' e Hayley Westenra como 'Pura'. [NT.: Sarah Brightman com certa frequência é chamada de "Anjo da Música" por causa da sua voz e por causa de sua participação no musical "The Phantom Of The Opera" no papel de Christine, que era chamada justamente de "Anjo da Música" pelo Fantasma]
- Os artistas tem idade inferior a 16 anos de idade para atrair as gerações mais velhas e invocar sentimentos de afeto paternal.
- Os artistas são promovidos nos programas de televisão matutinos durante o dia, que normalmente são assistidos por mães e pelas gerações mais velhas.
- Os álbuns Classical Crossover têm a tendência de serem lançados no período que antecede ao Dia das Mães e o Natal, se tornando presentes ideais para pais e avós.
- Muitos artistas têm uma vida útil curta devido ao item anterior. A não ser que o artista tenha se estabelecido, eles têm dificuldade em vender fora dos períodos sazonais.
- Os artistas são cada vez mais resultado de reality shows de talentos (por exemplo Paul Potts, Faryl Smith, Jonathan Ansell, Rhydian Roberts). Simon Cowell deu um brilho de mina de ouro ao Classical Crossover desde o sucesso de Il Divo.
- O Reino Unido e Leste da Ásia são as bases de lançamento mais eficazes.
- Alguns artistas têm uma quantidade tão grande de fãs que podem fazer o que quiserem (Josh Groban, Sarah Brightman, Andrea Bocelli) e nenhuma dessas convenções de marketing se aplicam a eles de forma deliberada.
Tal como acontece com todos os gêneros, as convenções se sobrepõem em diferentes áreas mas este é o guia básico sobre o que esperar de um artista do estilo Classical Crossover. Todos os gêneros têm convenções assim como contêm artistas que ultrapassam fronteiras e regras. Por isso, apesar dessa diretriz, não pense que todos os artistas Classical Crossover são apenas produtos que seguem religiosamente à lista acima. Mesmo que eles sigam as orientações, são boas orientações para fazer música agradável.

Comentários
Postar um comentário
Comente!